Domingo, 30 de Agosto, 2009

O homo sapiens sente-se excitado. Com um desejo incontrolável, aproxima-se da fêmea na tentativa de ser recompensado. Ela recusa. Ele não percebe porquê.

 

Ora bem, que motivos há para uma mulher não querer fazer sexo?

 

1. Tem fome

 

Não é agradável ter relações com o estômago a fazer barulho. Normalmente o casal ri-se e desconcentram-se do essencial. Além de que sem comidinha não há energia suficiente para a actividade.

 

2. Não fez a depilação

 

Uma mulher não se sente à vontade para tirar as vestimentas quando se desleixou com a depilação. Se não se sente à vontade, não tem vontade!

 

3. Tem sono/está cansada

 

Uma pessoa nesta condição não tem vontade para nada, muito menos para uma actividade que tanta energia consome.

 

4. Tem roupa interior feia

 

Às vezes acontece. De manhã com os olhos entreabertos em vez da tanguinha sexy saiu a cueca da avó. Ou então a lingerie sexy estava para lavar. Mulher que se preze não gosta de mostrar cueca feia quando está prestes a consumar o acto.

 

5. O parceiro não cheira bem

 

Maus cheiros é a pior coisa que pode haver antes ou durante a relação. Um sovaquinho que passou um longo dia de calor e que já está a dar provas que precisa de ser lavado, um pézinho que esteve o dia inteiro enfiado numas meias dentro de uns sapatos, ou até mesmo o cheiro característico dos genitais. Não são propriamente fragrâncias afrosidíacas, e tiram a vontade, mesmo que ela até exista.

 

6. Tem dor de cabeça

 

Esta deve ser a razão mais rara de todas, no entanto a menos embaraçosa, portanto, a mais utilizada pelo sexo feminino. Dor de cabeça? Trifene 200. Ou outro analgésico qualquer. E está a andar.

 

7. Já está sexualmente satisfeita

 

Isto também é raro não é... mas é capaz de acontecer. Já deu pinocadas a mais e por ela acabou. Pronto.

 

8. NÃO TEM MESMO VONTADE

 

Há dias assim. Em que uma gaja acorda e nem se lembra que tem uma vagina.

 

 

escrito por no idea às 04:44

Sempre fui bastante céptica. Se alguma coisa fora do comum acontecia, era apenas uma coincidência. Mas há coisas que eu não consigo mesmo explicar.

 

Documento do Microsoft Office Word

‎Criado: domingo, ‎28‎ de ‎Junho‎ de ‎2009, ‏‎02:37:37


Não faço a mínima ideia de como passar para o papel o que me vai na mente. Olho para o teclado, com medo do próprio tema em questão. Tenho medo. Tenho medo do dia em que não existir.

Em crianças a coisa é vista como uma coisa banal: nasces, vives e morres. Agora não consigo conceber esta ideia na minha cabeça. Viver com medo da morte, não é viver. Mas é assim que me sinto. Tal como uma doente terminal. Temo o desconhecido, revolto-me por termos um prazo de validade.
Deitam-nos cá para fora para este mundo e temos de aguentar a ideia que um dia não estaremos mais nele.

 

Por volta das 6 horas da manhã, 3 horas e pouco depois, o meu pai faleceu. As lágrimas escorriam-me pela cara enquanto eu pensava no que estava a escrever. Não sei o que se passou para me pôr a escrever sobre isto, até porque só uns dias depois é que soube o que tinha acontecido.

 

Será que está na altura de pôr o cepticismo de lado e começar a acreditar que de facto conseguimos pressentir quando algo de errado se passa?

escrito por no idea às 04:26

Terça-feira, 25 de Agosto, 2009

Penso que todos nós estamos a par de que dormir no Inverno não é agradável. Nem me refiro ao frio e ao facto de termos de dormir com um super pijama (eu durmo, acordar de manhã com frio não é para mim). É o facto de 90 % das vezes estarmos fanhosos/ranhosos. Nem chega à fase do constipado. E o que é que isso provoca? Pois. Não conseguimos respirar. Se não conseguimos respirar pelo nariz, respiramos pela boca. Respiramos pela boca, acordamos de manhã com a boca seca. Isto para não falar de que a maioria irá ressonar de noite. Ah, e se calhar ao acordar a nossa bochecha vai esbarrar com um bocadinho de baba. E o nosso nariz está de tal maneira ranhoso, que nem sabemos de onde é que aquilo tudo veio. E a expectoração?!

 

Nos dias normais toda a gente acorda despenteada, um pouco ramelosa, com a cara a não parecer das melhores, e com aquele hálito maravilhoso. Agora juntem a isso, o facto de estarem constipados. Já está?

 

Então juntem a isso o facto de terem de dormir com alguém! A sério que me assusta.

 

Somos como a Fiona. De dia, princesas. E à noite, ogres.

 

escrito por no idea às 15:03

Segunda-feira, 24 de Agosto, 2009

Porque é que quando se compra um pacote de batatas fritas, cereais, ou coisa do género, eles vêm SEMPRE a meio?

Os meus cereais vinham a 1/3.

 

 

Estamos a pagar a embalagem bonita e o ar que vem la dentro?


(E depois ainda vêm dizer: Mas já comeste tudo?! Pudera.)

 

 

escrito por no idea às 01:07

Sábado, 22 de Agosto, 2009


Manuela acorda. Vai à casa-de-banho, dá uma olhada à sala e à cozinha. "MIGUEEEEL!" O pobre solta um gemido sonolento e muda de posição na cama. "ACHAS QUE ISTO SÃO HORAS DE AINDA ESTAR A DORMIR?!" Miguel sem abrir os olhos e mexendo os lábios o menos possível responde: "Mãe, estou de férias." "NÃO ME INTERESSA, LEVANTA-TE JÁ! PORQUE É QUE AS ALMOFADAS DO SOFÁ ESTÃO FORA DO SÍTIO? E QUEM É QUE ESTEVE A COMER BOLACHAS DE NOITE E NÃO LAVOU O PRATO?" Solta agora um longo bocejo. 11 horas. Deitou-se há cinco horas atrás. A noite fora longa, a cabeça latejava, e a última coisa que se lembrou ontem quando voltou com fome foi de lavar o prato onde comeu. "Mais valia ter comido sem prato, pensou". Sem abrir os olhos, arrastou-se até à casa-de-banho. Cinco minutos depois de ter entrado no banho ouviu: "DESPACHA-TE, NÃO ÉS TU QUE PAGAS A ÁGUA E O GÁS!" Resmungou entredentes, e lá saiu do banho. Foi para o quarto vestir-se. Esqueceu-se da toalha. Acontece. Enquanto toma o pequeno almoço, já não muito bem-disposto, a mãe ataca de novo "NÃO SABES FAZER NADA DE JEITO, A TOALHA NÃO É PARA FICAR NO QUARTO! RAIO DO MIÚDO! ÉS UMA DESILUSÃO!" Miguel não aguenta mais. Pega nas chaves, abre a porta e sai.

 

(História baseada em factos reais)

 

Quem é que nunca ouviu este discurso? Os pais (mães especialmente) gastam energia e anos de vida com coisas sem importância nenhuma. Para quê, pergunto eu. Saiam, divirtam-se, leiam, vejam filmes. Faz-me comichão que percam tempo a lamentar-se que o tapete tem cabelos ou que a almofada não era para estar ali. Geram discussões, que apenas alimentam o desejo dos filhos de sair de casa. Viver na imundice, claro que não. Mas estar preocupada em estar sempre tudo perfeito também é exagero. 

escrito por no idea às 23:29

"Desculpe, onde posso encontrar aquele, o todo-poderoso... ai, 'méque ele se chama... Deus. É isso. Acabei de chegar, sou novo por aqui e não entendo nada destas cenas celestiais."

 

"Ora bem, o senhor tem de se dirigir à trigésima terceira nuvem a contar da direita. Quando chegar, dirige-se ao balcão, e eles lá indicam-lhe a papelada (comichão na garganta, cof cof), perdão, documentos que tem de preencher para se poder encontrar com o Todo-Poderoso".

 

"Niceeee. E posso encontrar o meu cão que bateu as botas quando eu tinha 9 anos? Pobre fluffy. Tenho saudades daquela língua a lambuzar-me o escro... as bochechas".

 

"Animais? Tudo o que tem de fazer é subir uns 500 metros na estratosfera e pedir o documento número 659 relativamente a seres vivos irracionais..."

 

"Irracional, o meu fluffy? Eu pedia para ele me trazer comida e ele trazia, ouviu? Pobre do bicho é que não sabia que os meus gostos alimentares não passavam por ratazanas meio cadavéricas..."

 

"Peço imensa desculpa se ofendi, não era a minha intenção. Assim que pedir o documento 659, tem de se dirigir à secção dos canis familiaris..."

 

"Dos quem?"

 

"É latim senhor. Dirige-se lá e tem de levar a fotocópia da identificação do animal, duas fotografias, um pêlo, de preferência recente, e nada disto terá efeito senão levar consigo uma amostra da sua última refeição, para termos a certeza absoluta que o animal lhe pertenceu e que pode de facto vê-lo."

 

"Dudeeee, a única cena que tenho aqui nos bolsos são uns preservativos."

 

"Então lamento senhor, nada comprova que o animal realmente lhe pertencesse".

 

"Mas... mas... Está bem. E quanto tempo demora até conseguir encontrar-me lá com o Deus?"

 

"Encontrar-se com o Nosso Senhor demora em média cerca de 450 anos".

 

"O quê? E o que é que eu faço até lá?"

 

"(Encolher de ombros)"

 

 

Uma Ode à burocracia em Portugal.

 

escrito por no idea às 01:25

Quinta-feira, 13 de Agosto, 2009

 

Há troca de olhares entre os dois concorrentes. "Tamanho 34. Hum." Maria agarra ferozmente as calças, e leva-as para onde possam resolver o seu assunto. "Vão ter de entrar, quer queiram quer não!" Perna direita, perna esquerda, sobe, sobe, sobe... E o concorrente oferece resistência! Toda a superfície de pele se encontra a asfixiar. A circulação parece parar.

 

Incrível! Maria enceta com um novo ataque, e dança! Isso mesmo, dança. De rabo de um lado para o outro, o seu concorrente parece estar a perder de novo. 1, 2, 3 e... tuc! Calças 34 fazem um ataque surpresa. O segundo botão salta. "Não desanimes, ainda há outro".

 

Enfrentam agora um fiel aliado... o traseiro! O traseiro parece estar a favor das calças, e impede-as de subir. Nada que não se resolvesse com mais um pouco de dança. As calças ultrapassam o rabo, mas ainda se riem baixinho. O fecho é a sua última arma secreta. Depois do que passou, isso é um pormenor. MARIA WINS!


Calças Zara a 5.99 €. Lindas. Há que fazer sacrifícios.

escrito por no idea às 18:34

Pessoa 1: Olá, então está tudo bem?

 

Pessoa 2: (Não! O meu gato morreu, o meu cão fugiu, a minha avó atirou-se de um prédio, o meu tio foi preso, a minha irmã foi para um convento, a minha mãe tornou-se testemunha de Jeová! Ah, e estas hemorróidas doem que 'sa fartam. Vá músculos da boca, mexam-se. Quase, quase... é isso! Sorriso.) Sim, está tudo óptimo e contigo?

 

O "está tudo bem?" é quase que como uma pergunta retórica. Ninguém quer saber da resposta. Ninguém conta a longa lista dos seus problemas quando encontra um conhecido na rua. Por isso está sempre tudo bem com toda a gente. Somos todos muito felizes.

escrito por no idea às 00:38

Quarta-feira, 12 de Agosto, 2009

 

Quando se dá um doce a uma criança, e se o tira logo a seguir, ela chora.

Ela podia nem querer o doce. Podia nem gostar dele. Podia atirá-lo para o chão e rir-se ingenuamente. Sabe até que da última vez que o comeu ficou com dores de barriga.

Mas a verdade é que chora quando o tiram.

 

Desta vez devia ter dito "Não quero disso que fico mal do estômago". Só para veres como era. Para sentires na pele a dor de uma rejeição.

 

Mas tu decidiste tirar o doce mesmo antes de eu decidir se o levava à boca ou não. E eu... bem, you get it.

sinto-me:
escrito por no idea às 19:37

Segunda-feira, 03 de Agosto, 2009

No centro de saúde:

 

(A alto e bom som)

 

"Agora deixei de vir trabalhar pó médico me ver a paxaxa? Opá. A última vez que aqui estive chamei-lhe filho da puta. Se eu não estiver aqui às horas da consulta ninguém espera por mim, agora esse cabrão atrasa-se 5 horas e eu tenho que esperar por ele? Ouviu das boas. E agora é o mesmo que me vai ver a crica, que sorte a minha".

 

 

escrito por no idea às 23:16

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